North Mississippi Allstar - Keys To The Kingdom (Review)


Luther Dickinson diz o seguinte sobre "Keys To The Kingdom": "em muitas maneiras o registro mais fácil que já fiz", apesar de ter sido estimulado por um dos piores períodos de sua vida. Pode ter sido fácil para ele gravar, mas foi ainda mais fácil para me acostumar com o álbum. Quando eu ouvi falar sobre o álbum, diziam que ele era uma homenagem ao pai de Cody e Luther, Jim Dickinson, que morreu recentemente. Logo imaginei um álbum melancólico, mas não foi isso o que ouvi.


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"Keys To The Kingdom" é um álbum mais festivo que triste. Em uma entrevista a Billboard, Luther explica o porque dessa atitude festiva do álbum: "Ele (Jim Dickinson) escreveu esta peça que ele queria que fosse lido no seu funeral: "Eu me recuso a celebrar a morte, eu sempre estarei aqui, enquanto a música permanecer".

O álbum começa com "This A'Way", que lembra muito os Stones em alguns momentos e inicia o álbum muito bem. "Jumpercable Blues" começa assim  “Hey, hey, well, well, well/All y’all can go straight to hell!” e é um dos destaques do álbum, uma das mais festivas e ao mesmo tempo é a que transparece mais raiva, apesar da letra.

"The Meeting" é impecável e apresenta em seus 04:10 de música uma variedade muito bacana de estilos, um pouco de country, uma pitada de blues e a bela participação de Mavis Staples. "How I Wish My Train Would Come" não deixa o nível cair e é um dos destaques do álbum.




Para mim o álbum já estava ótimo até a quarta faixa, mas algo melhor estava por vir. "Hear The Hills" é disparada a melhor faixa do álbum, seja pela letra, performance de Luther nos vocais e principalmente pelo instrumental. Se você não estiver olhando para seu player, lá pelos quatro minutos de música, irá pensar que a faixa acabou,mas alguns segundos depois ela retorna com um instrumental lindo, que tranquiliza o ouvinte e termina com sons, creio eu, de corvos e um pequeno solo de piano. Embora melancólica, por vezes, a música é, como o álbum, uma celebração de esperança da vida, de seu pai e seu legado.


Logo depois vem uma faixa que bão precisa de apresentações, "Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again" do Bob Dylan, sendo essa uma das melhores versões que ouvi dessa faixa.

Após a sétima faixa não consegui assimilar muito bem as faixas, não que elas sejam ruins, mas estão bem abaixo das seis primeiras.

"Let It Roll" é bem country, principalmente seu instrumental e é proveniente da carreira solo de Luther. "Ain't No Grave", a faixa transparece tanto alegria quanto agonia, sendo uma homenagem a Jim e a todos que influenciaram a banda. "Ol' Cannonball" é a mais country do álbum. "New Orleans Walkin' Dead" foi a única que não gostei. "Ain't None O' Mine" tem um refrão bem pegajoso e é bem suave.

"Jellyrollin' All Over Heaven" encerra o álbum em grande estilo, sendo uma celebração da vida eterna, citando a vida após a morte, a esperança de um reencontro após a morte e mais uma vez surge o piano juntamente com o som de corvos.

Ao longo do álbum pode-se ouvir as diversas influências da banda, que podem ser ouvidas por todo o álbum e de modo algum são disfarçadas. Como disse Adam Sheets em seu review: Pode-se ouvir um pouco de "A.P. Carter, Son House, Dock Boggs, Hank Williams, Carl Perkins, Lightnin' Hopkins, Duane Allman, Bill Monroe, Johnny Cash, Ronnie Van Zant, Sam Phillips, O.V. Wright, Jim Dickinson".

Ao lado de "Go-Go Boots" do Drive-By Truckers, "Keys the Kingdom" será um dos grandes álbuns de 2011, que ainda vai ter o lançamento do novo álbum do BlackStone Cherry.

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Digo mais uma vez, sou novato em reviews e ainda acho que falo bobeira.
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